Se você procurar por um Nintendo Switch por aí, vai perceber que o videogame mais recente da gigante japonesa está em falta ou com os preços inflacionados — no Brasil, a versão original antes encontrada na casa dos R$ 2 mil no início de março agora não sai por menos de R$ 3 mil. O console portátil tem feito um baita sucesso durante o período do confinamento por conta do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e, agora, a companhia pretende aumentar bastante sua produção até o final do ano.

O Switch vendeu mais de 52 milhões de unidades em pouco mais de três anos. Com as regras de isolamento em vários países, as vendas dispararam nas últimas semanas, tanto do modelo original quanto do Lite. Grandes redes varejistas como Amazon, Best Buy e GameStop estão com poucas ou nenhuma unidade, com preços perto dos US$ 600 (R$ 3.190 na conversão direta e sem taxas) , o dobro do preço sugerido. Em outras lojas, como a Target e o Walmart, o produto está esgotado.

Procura anda alta em todo o mundo (Reprodução/AP/Koji Sasahara)

A própria Nintendo confirmou a seca na semana passada. “O hardware do Nintendo Switch está esgotando em várias lojas nos Estados Unidos, mas há mais sistemas a caminho. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente”, comunicou.

Nintendo quer fabricar 22 milhões ainda este ano

De acordo com a mídia oriental, a meta da companhia é aumentar a produção em 20% na relação com as projeções anteriores para a temporada. Contudo, isso vai depender da rede de suprimentos, segundo um representante da companhia. A cadeia de fornecimento já anda um pouco abalada devido ao desligamento da fabricação na China — já que 90% dos consoles vendidos nos Estados Unidos vêm da China.

Embora a maior parte da produção tenha sido retomada, a Nintendo ainda está se recuperando dessa pausa — daí a falta de Switch nas prateleiras. Contudo, de acordo com Daniel Ahmad, analista sênior da firma de consultoria sobre o mercado asiático Niko Partners, a distribuição de componentes deve melhorar em maio. “Acreditamos que em maio, e especialmente em junho, as coisas voltarão ao normal com o suprimento. E isso é porque, no momento, a produção está aumentando. Então, começaremos a ver os efeitos disso até o final do segundo trimestre”, avalia.

Fonte: Business Insider

Deixe um comentário